MUITO ANTES DOS CESARES

Um antigo ditado diz que o povo tem o governo que merece, mas será que é isso mesmo? Ou é evolução, culturalmente existe peso nas decisões politicas, seja de posições clérigas ou de outros fatores culturais das mais diversas natureza, mas isso em si só pode ser um atraso na evolução, os povos da antiguidade, no período do apogeu Egípcio, os Faraós eram considerados Deuses para o seu povo, os dirigentes viviam em grandes castelos com adornos em ouro, enquanto o povo em raríssimos períodos usufruíram do retorno de seus imposto de forma equânime, com pleno emprego, na maioria dos períodos entre Faraós, eram uma horda de miseráveis gravitando em torno do castelo dourado de seus dirigentes, porque então o povo aceitava viver com pouco ou nada, e ver “meia duzia” de seres abastados e reluzentes, e não fazer nada, temem o que, os Deuses o exercito? Talvez os dois, a massa persiste e não faz nada por seculos e seculos, o povo é subjugado e continua não fazer nada e os dirigentes tem à certeza disso, até hoje o Egito continua sendo subjugado por seus dirigentes, mais adiante na historia, no período Helênico, os Gregos com a democracia de Atenas, e as conquistas da Macedônia; um Macedônio chamado Alexandre o Grande, funda Alexandria, (Egito) que foi palco de grandes episódios históricos, uma delas, a batalha entre Marco Antônio, amante de Cleópatra, contra Otávio Augustos, Imperador Romano, Marcos Antônio (General Romano, com suas Legiões em Alexandria, considerado por Otávio Augustos, rebelde) perde a batalha, culminando no suicídio de Cleópatra e Marco Antônio que já estava gravemente ferido, segundo relatos de escritores da época, e o povo?
O povo como sempre oprimido; no Egito as guerras tanto civil quanto contra seus conquistadores jogavam o povo na miséria, a guerra civil por causa da briga de poder de Cleópatra com seu irmão, pelo trono, que aconteceu antes de sua ascensão, com ajuda de Júlio César, que também foi seu amante e teve um filho com ela, o filho desaparece, não se sabe mais nada sobre o então menino, depois da morte de Cleópatra, se morreu jovem ou adulto, (isso, antes do imbróglio com Marco Antônio), e o povo?
Em Roma com o assassinato de Júlio César no Senado, que se alto indicou Ditador, impondo ao Senado que referendasse o titulo, o Senado nada satisfeito com a distribuição de riquezas e reformas do Estado, que estavam sendo implementados para povo, e o acumulo de poder em mãos de Júlio César, o status quo representado pelo Senado, o mata, Roma sucumbe em saques e motim por toda a cidade, e Marco Antônio sai a caça dos traidores de Roma (os Senadores), capturando e matando um por por um, inclusive Brutus, Otávio Augustos é proclamado primeiro imperador de Roma, logo, Marco Antônio vai para o Egito, e o povo nessa guerra Otávio Augustos vs Cleópatra/Marco Antônio, sofre, e com a tirania dos próximos Governadores nomeados por Roma, para o Egito, e o povo Romano sofre com seus futuros Imperadores Malucos.
A mesma historia é contada nos seculos seguintes, com o advento do cristianismo, chegamos a idade da trevas, um dos períodos mais negros da historia da humanidade, onde a igreja matou em nome de Deus, e o povo? Mais uma vez o povo, é a grande vitima da cobiça de Reis, Papas, Bispos e Padres, em muitas regiões da Europa, a tirania era tanta, que senhores de terras, (senhores feudais), quando um vassalo casava, ele tinha direito ao primeiro contato com a noiva do vassalo. De lá para cá, muitas coisas mudaram e houve evolução em muitos Países onde a democracia apesar de não ser perfeita distribuiu direitos e renda; em países onde a distribuição de renda é equânime, existe harmonia, e um baixo índice de violência, mas onde existe maior concentração de renda, as pessoas são menos felizes e existe turbulência, os políticos principalmente aqueles que se perpetuam no poder, tem menos preocupação com as garantias individuais e distribuição da renda, quando um governante concentra toda a renda a uns poucos de sua roda, a si mesmo e a familiares, acaba tendo que erguer muros em seu castelo para que os famintos não invadam, se distribuíres a renda, provavelmente vai viver sem ter que se esconder. Infelizmente houve retrocesso em muitos países, principalmente os das teocracias do Oriente Médio, que vivem semelhantes aos da idade média, nos dias de hoje, e países com regimes ditatoriais, sejam comunistas ou militar, não se desenvolveram, salvo aqueles que embora o regime politico seja ditador, adotaram o sistema econômico de livre mercado, com alguns controles, mas, mais para livre, do que controlado, embora com muitas distorções sociais por não ter uma boa distribuição de renda, como é o caso da China, considerada a segunda maior economia do mundo. A democracia plena não existe em regimes onde mesmo que aja eleições frequentes, você reeleja as mesmas cabeças sempre, vai passar existir uma dinastia familiar eleita, como os Sarneys no Maranhão, só agora fora, mas e aí, seria uma dinastia vermelha a partir de agora? Mudanças na constituição seria bem vindo no sentido de dá o direito de apenas uma reeleição de 4 mais 4 anos, ou apenas uma eleição de 6 anos para o executivo e o legislativo, o eleito nunca mais poderia se candidatar a reeleição, e parentes de até 3° grau somente poderia se candidatar a qualquer cargo eletivo, pulando um mandato depois de seu parente, a menos que o mesmo concorra a cargo distinto ou mesmo cargo, no mesmo pleito eleitoral, não seria a perfeição, mas diminuiria a influencia de grupos familiares ficarem por anos ou seculos no poder, haveria maior interesse em deixar a coisa publica mais equilibrada, pois ninguém seu e nem você, estaria nos próximos anos para tapar buracos deixado por você e os seus, e se preocuparia em deixar um Estado funcional, dinâmico e amigável, afinal todos dependeriam disso, pois nenhuma família ou grupo deteria o poder, haveria rodizio no poder, cargo eletivo não é profissão, se você quer ficar rico, monte uma empresa e dispute no mercado sua competência, e você poderá até mesmo ficar milionário.

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